Ano Novo


   O Ano Novo vemos sempre foi comemorado nas mais diferentes culturas, de diferentes maneiras, e ainda hoje em dia há diferentes calendários que marcam estes períodos de tempo que para nós em geral denominamos anos.

   O Ano marca um clico de tempo que no calendário comumente utilizado hoje é este ciclo de doze meses ou aproximadamente trezentos e sessenta e cinco dias.

   Basta observarmos que as estações sucedem-se sempre em uma mesma época do ano, exatamente porque este calendário mede o “dia” solar que é uma volta completa ao redor do sol. Assim como o nosso dia é um ciclo que se repete a cada vinte e quatro horas, para o Sol, este processo dura doze meses.

   O próprio drama Crístico está intimamente relacionado com este calendário e é a base para os processos da migração, do nascimento e da exaltação destas forças e princípios espirituais que são tão conhecidos ainda que não bem compreendidos por todos.

   A verdade é que como tudo que tem um princípio tem um fim, e o fim de ano, é o fim de um ciclo maior, isto impacta sempre a consciência das pessoas.

   Os mesmos processos que a pessoa vive a cada fim de dia, ou a cada fim de ciclo que marca o seu nascimento físico, o fim de ano impacta de uma maneira mais global e mais incisiva a percepção de nós mesmos e do mundo.

   Assim como uma pessoa no fim do dia, reavalia sua vivência naquele dia, suas boas e más ações, seus acertos e seus erros, as vésperas de nosso aniversário ocorre algo similar, realmente muito parecido e por isto que as pessoas têm tantas reflexões, análises e muitas vezes sofrimentos por esta época.

   No Ano Novo ocorre o mesmo, pois como já dissemos é o fim de um processo e o começo de outra regência sobre nossa vida, dentre as muitas influências que recebemos.

   Em geral, a proximidade com a morte traz as pessoas dois distintos tipos de percepções, uma é de arrependimento por seus erros, uma ânsia por realizar aquilo que não fez mas tem o íntimo impulso de fazer. Assim muitas pessoas acertam suas contas antes do fim do ciclo de sua vida e fazem o que é possível fazer, como um último remédio para suas faltas.

   Claro que há o inverso disto, que é o impulso destrutivo, a manifestação egoísta e a satisfação das últimas grotescas necessidades (desejos) pessoais.

   Assim que, vemos o Ano Novo nos traz algo muito similar ao que traz a um indivíduo a proximidade com sua morte, pois quando o ano termina, algo fica para trás, e algo novo começa.

   As pessoas em geral tem por esta época muitas ânsias de mudança, muitas percepções de erros e ajustes que tem de fazer em suas vidas, mas também tem baixos instintos buscando manifestarem-se e compensar o tempo perdido.

   Nós temos de aprender definitivamente, não apenas a reconhecer as distintas influências que nos cercam e os momentos em que se transformam, mas aproveitar suas correntes ou mesmo saber isolar-nos de uma maneira soberana para não sermos levados por impulsos negativos que muitas vezes geram estas influências em nosso interior.



MDCLXV