O Natal e o Cristo


   Encarnar o Cristo é realmente um processo muito longo e doloroso.
   O Cristo é absoluta renúncia, é supremo amor e total entrega para com a Humanidade.
   
   “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, é pouco para exemplificar a virtude e as obras realizadas pelo Cristo.
   Nem mesmo todos os mandamentos, nem todos os códices de moral e de bons costumes se aproximam da imensa realidade e potestade que é o Cristo.
   
   O Cristo é uma unidade, e é uma multiplicidade. Todos que o encarnaram são Cristos, todos que os encarnarão são Cristos, e todos são um, ainda que sejam muitos, pois a força é uma só.
   
   
   O Cristo revolve-se e desenvolve-se no ventre de sua virgem Mãe, que sofre as dores do parto.
   
   Pode parecer para alguns absurdo recordar da morte (três dias e meio que o Cristo passa no sepulcro durante a páscoa), na época do natal.
   
   
   Vida e a Morte, são complementos absolutos. Na morte está a vida e na Vida está encerrada a própria Morte (1 e 0).
   
   Recordemos que existem Três formas do Cristo, o Cristo Íntimo, o Cristo Cósmico e o Cristo Histórico.
   
   Sempre que o Homem vá encarnar o Cristo Íntimo, necessita este primeiro morrer, para seus defeitos, para seus afetos.
   Para o Cristo Cósmico nascer, necessita-se que este primeiro Cristo vá, simbolicamente ao Sepulcro.
   
   Em todo Natal, em todo Nascimento Espiritual, algo morre, se não houvesse morte não haveria vida. Nada deixa de existir, este sacrifício consciente, este padecimento voluntário que é simbolizado pelo Natal, é o que une a vida (1) e a morte (0) em uma só forma (8), a força Cristo.
   
   A Semente, como semente sempre deixa de existir para que surja a planta, e nem mesmo o Cristo escapa desta recapitulação natural. Tal como é encima é embaixo, e como é dentro, é fora.
   
   Todos aqueles Mestres que chegaram ao Grau de Cristo, sempre tiveram que passar por este evento do Natal.
   
   
   
   Todas as raças, terminaram por causa dos Magos Negros, pelo sistema de Magia Sexual que eles utilizam.
   O Sistema utilizado pelos Magos Negros é o que provocam estas catástrofes naturais como os Vulcões, os Terremotos.
   
   Todas as catástrofes do final de uma raça, são limitados pelo trabalho dos Iniciados. O que mantém a terra intacta (sem desastres naturais implacáveis), é esta energia da vida sendo renovada pelo Sacrifício destes Irmãos silenciosos que fazem sua Obra.
   
   A Humanidade, bem sabem os gnósticos, foi condenada ao Abismo, e em breve conheceremos o destino real, verdadeiro e final, destes velhos Iniciados.
   
   Há um Mistério, um ensinamento que nunca foi contado que se relaciona com estes dois polos destes dois eventos que são o Natal e a Páscoa.
   No Natal algo morre e algo nasce já dissemos, na páscoa acontece o mesmo. O Drama Solar é o mesmo drama que vive cada pessoa, é o Drama do Cristo Sol, que cada homem é chamado a viver em carne e osso.
   
   
   Quanto a Morte Psicológica, realmente vemos que vivemos aqueles tempos aonde os homens procuram a morte e não a encontram. Percebam que a morte, que morrer é algo natural, é algo simples. Quem compreende a vida está morto, ainda que seja talvez um dos poucos que realmente estejam vivos.
   
   A vida como conhecemos deixa de existir pelo simples fato de compreendermos a realidade de cada coisa.
   O Eu somos nós, corrompidos, equivocados, mal intencionados. Não podemos tratar o Eu como uma terceira pessoa, sem que se torne algo impossível de ser eliminado. Somos nós que lhe damos independência e resistência por conceitos mentais equivocados frente a Obra.
   
   A Morte de nossos defeitos e o nascimento das virtudes é como por uma semente na terra e lhe dar água. Que dificuldade há nisto?
   
   
   Necessitamos nós sermos iniciadores destes processos dentro de nós mesmos.
   Se o homem (ou mulher), não se põe nestes devidos estados de consciência, serão dias como quaisquer outros dias, pois são regiões dentro e fora de nós aonde eles acontecem.
   
   De acordo com nosso estado de consciência e de auto-observação, será a condição que tenhamos de perceber ou não todos estes magnânimos eventos que vem acontecendo.
   
   
   Recomendamos sinceramente um esforço conscientivo, e prático por parte dos irmãos, por estes dias.
   Recordem que o Ser é uma unidade mas é ao mesmo tempo uma multiplicidade de partes autônomas.
   
   Assim nós, como iniciados, como discípulos do Cristo Sol, somos esta mesma unidade e ao mesmo tempo somos muitos.
   
   O Natal é este evento, solar, aonde este povo, tal qual as partes autônomas do Ser, são resgatados, integrados com o Mestre (Cristo), ou arrojados ao Abismo.
   
   Gostaríamos de dizer sinceramente que logramos conquistar todas as partes autônomas do Ser, mas a realidade é que em totalidade o que ocorreu é o que ocorreu com muitos Mestres, o Povo se dividiu e dentro disto ocorreu aquele processo que conhecemos como Hanasmussem.
   
   Um duplo centro de gravidade, aonde as partes auto-realizadas são resgatadas e a fração negra, que foi formada tem que ser dissolvida. Esta é a realidade do tempo que vivemos.
   
   
   Então que, o que falamos, e como falamos, é a forma possível de atender e orientar, ainda que de forma superficial, a todos os casos.
   
   Permaneçam firmes que não estão e nunca estarão sós. Todos os Mestres e Guias que esta humanidade já teve, estão em plena atividade e em plenos trabalhos para este doloroso parto que há de ocorrer.
   No entanto, permaneçam alertas, porque o Inimigo Secreto está a espreita e desejoso de se alimentar desta Santa e Imaculada Criança.
   
   Apocalipse 12 (1+6+5):
   
   1. Apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida com o sol (1), tendo a lua debaixo dos pés (0), e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas (1+6+5).
   2. Estava grávida e gritava, entre as dores do parto, atormentada para dar à luz.
   3. Apareceu, então, outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres. Sobre as cabeças sete diademas.
   4. Com a cauda ele varria a terça parte das estrelas do céu (Julgamento dos Iniciados), jogando-as sobre a terra. O Dragão (69, recordem que na Cruz, o braço horizontal simboliza o Demônio) colocou-se diante da Mulher que estava para dar à luz, pronto para lhe devorar o Filho (8), logo que ele nascesse.
   5. Nasceu o Filho da Mulher. Era menino homem. Nasceu para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e de seu trono.


MDCLXV