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A Fraude


   Há muitas coisas que temos de compreender muito bem se é que queremos de verdade avançar neste caminho.

   Muitas pessoas que desejam seguir o caminho da Grande Obra, acabam enganando aos demais, muitas vezes enganando a si mesmas.

   Nos referimos a Fraude, a este engano, voluntário ou involuntário.

   Fraude em seu sentido figurado, indica alguém que não é verdadeiro, que sustenta uma falsa aparência, vive uma mentira.

   Ao estudamos os princípios em que sustentam os três Logos, Pai, Filho e Espírito Santo, veremos que o Pai é a Verdade, o Cristo é o Amor, e o Espírito Santo a Vida.

   Então quem peque contra a vida, fere os princípios do Espírito Santo, quem peque contra o Amor, age contra o Cristo, e quem peque contra a Verdade, ou seja, quem se utilize da mentira, da Fraude, peca contra o Pai.

   A Grande Obra tem por um dos objetivos, encarnar dentro do ser humano estas três forças primárias da criação e tudo o que façamos contra um dos Logos, é logicamente um obstáculo intransponível para nosso avanço, enquanto exista.

   Alguns se perguntarão porque falamos da Fraude que é algo contra o Pai, se temos primeiro de trabalhar com o Terceiro Logos, com o Segundo Logos para chegar até o Pai que é o primeiro logos.

   Explicamos que esta Fraude que estamos aqui nos referindo, é dentre muitas coisas esta “falsa aparência” de se estar trabalhando enquanto na verdade não se está e isto engloba os outros dois logos.

   Percebamos que é muito comum que uma pessoa assuma posturas equivocadas, poses místicas, se acomode no trabalho e passe a viver de aparências.

   Claro que a pessoa pode ter chego a lograr a castidade física, transformou o organismo humano em uma máquina de transmutação, já não perde mais a energia sexual, por exemplo. Mas isto é somente a base do trabalho, há de ir despertando a consciência e transformando o subconsciente em consciente, eliminando cada fração da luxúria e destes elementos que nos fazem perder energia das diferentes formas que existem. Senão nos tornamos o que o Mestre Samael com muita sabedoria chama de “Sepulcros caiados”, ou seja, algo podre por dentro mas com uma aparência bonita por fora, branco por fora.

   E a isto podemos chamar de fraude, porque é tão somente uma aparência, já que continua carregando esta maldade dentro de si mesmo.

   Ã‰ como nesta questão do Cristo, muitas pessoas sacrificam-se pela humanidade fisicamente, atuam, realmente agem em benefício da humanidade, mas se formos observar o interior destas pessoas, maltratam internamente os demais, odeiam a seus irmãos e a humanidade. Desprezam e realmente odeiam as pessoas as quais aparentemente ajudam. E isto é algo absurdo e contrário ao Cristo, já que o Cristo é amor, e se odiamos pecamos contra o Cristo, ainda que isto não ocorra fisicamente, de forma explícita.

   Ã‰ ótimo que uma pessoa que antes ofendia e desrespeitava os demais, passe a não fazer mais isto fisicamente, mas temos de dar outros níveis neste trabalho, por isto que dizemos que o Trabalho Gnóstico é algo radical, porque não ficamos nas aparências, buscamos realmente a origem do mal e matamos o mal em sua fonte, eliminando assim toda a cadeia de problemas que ele gera. É nisto que se sustenta o Trabalho Gnóstico, não em aparências, em fraudes.

   A Obra é uma questão de superação contínua, problemas todos terão, defeitos todos temos, mas todos podem e é uma questão de propor-se e fazer o trabalho.

   Existem muitos tipos de fraudes, nos limitamos a citar a fraude do que ensina mas não vive o que ensina, dos que prometem e não cumprem, dos que tem uma aparência, mas internamente não são o que aparentam. Existe fraude mesmo na pessoa que exerce uma profissão enquanto internamente sua vocação é outra.

   Isto da fraude vocacional é algo bastante delicado porque ao assumirmos um posto que não nos corresponde, não apenas fraudamos à aqueles que necessitam dos ofícios desta profissão, como tiramos o posto de quem realmente corresponde.

   Como vemos a Obra de cada um requer constantes reavaliações e ajustes para que não sigamos defraudando a nosso Deus Íntimo, nem a humanidade.



MDCLXV