O Bafometo e as Notas Musicais (Si, Sol e Dó).


   Certamente temos que dar graças aos Mestres da Loja Branca, por sempre nos permitirem termos alguma função na terra, de poder entregar algumas coisas que nos permitem, e assim ir penetrando e desvelando estes mistérios que são verdadeiramente infinitos.

   Sabemos que muitos irmãos nunca puderam comprovar por si, muitas destas coisas, acabam vivendo e ensinando teorias, mas para tudo há solução nos ensinam os Mestres.

   “Tenho constatado que o intelectualismo vampiriza, succiona e absorve todas as forças anímicas do Ser; assim explico porque os espiritualistas não possuem forças suficientes para saírem conscientemente em corpo astral; é realmente lamentável o estado desses seres; tenho estado lhes falando, porém não me entendem; possuem a mente petrificada no cérebro que, quando um verdadeiro Adepto lhes fala, simplesmente o qualificam de sensacional, ilusório e fantástico, pois a mente de um Adepto foge ao cru materialismo ao qual estão submetidos; como não podem entendê-lo, resolvem criticá-lo e até ridicularizá-lo. Esse é o estado de compreensão destes pobres papagaios espiritualistas.”- Anotações Secretas de um Gurú

   Antes de explicar este tema, gostaria de deixar aqui registrado um trecho de um livro intitulado Vontade-Cristo, entregue pelo Avatara:

   “Câmara Quinze

   Tua quinta serpente entrou agora na câmara quinze do teu corpo da vontade.

   Esse é o Arcano 15 do Tarot: Tifão Bafometo.

   Essa é a carta da paixão.

   Terríveis lutas contra as tentações tiveste que suportar, ó Buddha. Mas saíste vitorioso.

   Não adulteraste, não fornicaste e saíste triunfante.

   Não te deixaste levar pela ira.

   Não cedeste a paixão carnal.

   És um vitorioso.

   Escuta agora, meu irmão, esses ásperos instrumentos dando a nota mais baixa que corresponde a Bafometo. Entra, meu irmão, no templo para receber tua primeira festa de Bafometo. Depois, torna a entrar meu irmão, para receber a segunda festa, com notas mais elevadas.

   Bafometo dá a nota mais baixa e a nota mais elevada.

   Bafometo tem duas festas.

   Bafometo é um mistério alquímico.

   É preciso roubar o fogo do diabo. É preciso extrair o perfume da rosa do lodo da terra.

   O teu corpo da vontade vai se cristificando pouco a pouco com o fogo.

   Tua vontade humana vai se transformando em vontade cristificada.

   Recebe no peito tua pequena espada.

   Esse pequeno prendedor com figura de espada representa o grande Tifão Bafometo.

   no cemitério está a tumba onde foi sepultado o corpo de tuas paixões animais.

   É assim como o corpo da vontade se torna poderoso.

   É assim como o corpo da vontade se cristifica.

   É assim como o ego-manas vai se transformando em fogo.

   O fogo transforma tudo. O fogo purifica tudo.

   O Mistério de Bafometo é alquimia sexual.”

   Em um outro Livro (Anotações Secretas de um Guru), ainda complementa sobre o tema:

   “1º de março de 1952

   Hoje estive meditando no Mistério do Bafometo. À noite recebi certo grau secreto, e as festas dos templos foram solenes por tal motivo. O curioso de tal caso foi que os magos negros, cheios de ódio por causa do grau que havia recebido, diziam entre si que eu estava roubando deles. E, realmente com a espada na mão tive que combatê-los para arrancar deles os graus esotéricos de minha coluna espinhal.

   O céu se toma de assalto. Havemos de arrancar a luz das trevas. A sabedoria se elabora com o conhecimento do pecado e a vertigem do Absoluto. A rosa elabora seu perfume com o lodo da terra. Assim, pois, o Mistério de Bafomento é um mistério de alquimia.”

   O Mistério do Bafometo é a transformação de uma substância em outra, como no caso de uma rosa, do lodo da terra, em sua beleza, seu perfume e harmonia.

   Mas o ponto que queremos chegar é relacionado as duas festas do Bafometo, ou seja, seus dois mistérios. Então se faz necessário repetir as palavras do Mestre:

   “Escuta agora, meu irmão, esses ásperos instrumentos dando a nota mais baixa que corresponde a Bafometo. Entra, meu irmão, no templo para receber tua primeira festa de Bafometo. Depois, torna a entrar meu irmão, para receber a segunda festa, com notas mais elevadas. Bafometo dá a nota mais baixa e a nota mais elevada. Bafometo tem duas festas.”

   Sob certo aspecto, CL e XV, são as duas festas do Bafometo.

   Quando dizemos que o Bafometo dá a nota mais baixa e a mais elevada, queremos dizer que isto corresponde a nota DÓ e a nota SI.

   Tudo que é criado, é criado pela força de tipo sexual, igualmente tudo que deixa de existir, é queimado por este mesmo fogo divino, ainda que em diferentes formas.

   A Transformação de qualquer elemento só é possível mediante o Fogo, nenhum homem poderia se tornar anjo sem o fogo, nenhum anjo poderia se tornar Arcanjo sem o fogo totalmente purificado e integrado.

   em o fogo todas as coisas seriam imutáveis, como o caos do primeiro instante antes de que fosse fecundado pelo fogo divino.

   As notas DO, SOL e SI são sexuais, e claro isto fica totalmente comprovado com a afirmação do Mestre.

   O Mistério 165 (CLXV), que corresponde a nota SOL (DO, SOL e SI).

   Então que as notas que são de tipo Sexual, são DÓ, SOL e SI

   Dó é o "0", vemos que o O inclusive já está presente no DÓ, o SI, é o 1, sendo que o 1 já se demonstra presente no SI.

   O SOL Precisa ser decomposto em S = 8, 0 = 6 e 9 = L. Este S, do SI, é a mescla do 1 e do 0; o 0 do SOL, que é o 6 do Símbolo, indica o DÓ que sobe, o L do SOL, indica o 1 que desce, da mescla disto temos o S que é o 8. Do ponto de vista Alquímico, podemos dizer que a SOL é filho de SI, ainda que seja seu Pai.

   Se analisarmos as outras notas, vamos encontrar por exemplo, a nota MI e a RE representada no Símbolo completo como o 3 e o 4, indicando estes dois Mistérios inferiores.

   Enfim que como já dissemos, o Símbolo CLXV abarca todo o processo da Obra, por isto que se diz que três vezes que façamos a Obra temos direito ao Absoluto, porque ficam unidos Três CLXVs, ou seja, Três vezes o Símbolo, e isto formam Três Oitos, no símbolo central, como o que é representado nos processos de Trigésima Terceira (33) Câmara. Claro que é o mesmo que surge em Atman, Budi e Manas, pois cada uma destas regiões pode ser simbolizada com este mesmo símbolo.

   Como já demonstramos com as notas Musicais, o DÓ e o SI formam o SOL, ainda que o SI seja uma progressão da nota SOL. Então 1 + 0 = 8, assim como Dó + Sí = Sol.

   “O numero 8 repetido em Budhi e em Atman, mais tarde te dará o 888 que é o número do Logos Solar. Sobre tua cabeça brilha a pomba do Espírito Santo. Nos recintos do templo ressoa o AUM. O templo está cheio de flores, uma música agradável ressoa no espaço infinito. A vontade do Filho e a vontade do Pai aliaram-se agora. O Filho deve arrojar sua coroa aos pés do Cordeiro. Foste provado e reprovado; estás perfeitamente preparado para a Iniciação. Aguarda ó Buddha, esse feliz momento.” - Vontade Cristo, Câmara 33

   Por fim gostaria de deixar esta bela reflexão relacionada aos processos da Câmara Dezesseis, para reflexão do que sempre nos aguarda nos processos mais difíceis de nosso caminho:

   “CÂMARA DEZESSEIS

   Tua quinta serpente acaba de entrar na câmara dezesseis.

   Essa câmara é a Torre Fulminada do Tarot.

   Viste os sutis perigos que os tenebrosos punham frente aos teus passos.

   Já viste, meu irmão, os adeptos da mão esquerda que sutilmente quiseram te fulminar.

   Os irmãos das Sombras te diziam astutamente que já não eras mais um Adepto, e que teu avanço luminoso fora interrompido.

   Esses magos tenebrosos te assediavam com essas sutis palavras para te fulminarem no Arcano 16.

   Penetraste espessas trevas para arrancar deles a Luz. No fim de tantas lutas e tantos esforços entraste na câmara dezesseis.

   Meu irmão, entra agora no templo para celebrar a festa.

   Aproxima-te do altar onde brilham duas floreiras com grandes rosas vermelhas.

   Uma deliciosa e agradável música ressoa nos divinos recintos.

   Primorosas sinfonias celebram tua vitória.

   Tua torre não pôde ser fulminada pelos tenebrosos.

   Ela se ergue majestosa, e teus muros invencíveis desafiam os furacões do abismo.”

   



MDCLXV